Ao andar esqueci de calçar os sapatos. Fui sem proteção; tão empolgado que meus pés nem reclamaram. Via a penumbra de seu corpo ao longe, ainda vestido, coberto com um jaleco branco costumeiro. E nem era sonho! Até pouco tempo, não via nada diferente daquilo: um sorriso combinando com o vestuário. O andar andou depressa, eu corria e parecia nunca chegar. E era quase um pesadelo! Por que quis te alcançar? Quase nem percebi que você transformaria-se num mundo. Um mundo vestido de branco; meu novo habitat. Pois se hoje moro em ti é porque ontem perdi as rédeas, ganhei coragem e caminhei contigo num trajeto interminável. Havia esquecido os sapatos, mas ao certo, o juízo é que ficara em casa. Mas tudo bem, por vez, na sua casa eu me reencontrava.



















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