A campainha chata toca e não é ninguém;
o vento que passa pela porta,
entra sem a licença: está tudo bem.
Um louco riu a toa e tonto;
eu num outro canto,
não conto vantagem.
Se vai andando para longe,
eu te dou a bença
e boa viagem.
Não sei o que me falta agora,
se quando vai embora
é quando eu me encontro.
Eu sei que sempre perco a hora,
mas se o mundo cai lá fora,
aqui dentro me tranco.
O problema é correr perigo;
correndo junto contigo
e com minhas palavras.
Hoje não vou sair não!
Ficar em casa lendo nada,
duplicando a graça
e dar-te como desculpas.
Quando a viagem acabar,
passe lá em casa,
dê um sinal e
saia correndo.
A campainha chata toca...

















