Tão tropeços os meus cantos,
mofam de velhos e já são tantos.
Mas mal sei por onde andam,
se são meus, ou se ainda cantam.
Quantos cantos têm minha casa,
se agora é brasa e não há paredes?
Vejo um rosto magro que disfarça,
com um riso sem graça, a fome da sede.
Sede tem fome! A fome não cede!
Porém, o que incendeia são os olhos;
que vê com outros olhos, os cantos nas paredes
sopradas com prantos pelo vento de ódios.






