Da prosa, vem a rosa; da rosa, o raso;
do abraço, os braços; do traço, o troço.
Vem do nosso, o meu; de tu, o vosso;
do vosso, o vaso; do vaso, a voz;
da voz vem nós; de nós vem nada.
Vai do nada, o nado; do nado, o ando;
do ando, eu corro; só corro, socorro.
Da morte, o morro; do morro a mata;
da mata, o mato; do cão vem o gato;
e do gato, outros tantos; dos prantos,
os pratos; dos pratos, vem a prata;
da lata, o luto; do luto, a luta;
da luta a arma; de amar a puta;
da fruta a polpa; da roupa o trapo;
no teatro a peça; do pedido o não.
Vem do não, o talvez; do talvez,
outra vez; e do três, vem o dois.
Se vier dois, vem o fim; do fim,
não vem nada; do nada, vem o nado;
do nado, o ando; do ando, eu corro;
e do corro, o resto; no rosto, a risca;
vem da risca, o risco; do riso, o raso;
do raso, a rosa; vem da rosa, o prazo.
Do prazo, a prosa esperando resposta.