1. 12 April 2010

    Sei lá, não sei

    Coragem

    Sei lá, não sei; estou fora do meu próprio alcance.
    Os dedos desprendem-se das mãos, fincam no chão,
    ficam ali, olhando-me como se conseguisse colhê-los.
    Cumprem suas missões em fazer-me perdido.
    Pentelhos artelhos que foram incapazes, em suma,
    de apontar aos meus olhos a direção, à direita.

    Sei lá, não sei por onde começo; ao menos tenho chance.
    Os medos penderam-se ao chão, cairam de minhas mãos,
    caem assim, flertando-me como se convencessem.
    Enturvavam meus mísseis num fascínio iludido.
    Sérios anseios que são incapazes, sumam!,
    de amedrontar novamente minha claridade direita.