Sei lá, não sei; estou fora do meu próprio alcance.
Os dedos desprendem-se das mãos, fincam no chão,
ficam ali, olhando-me como se conseguisse colhê-los.
Cumprem suas missões em fazer-me perdido.
Pentelhos artelhos que foram incapazes, em suma,
de apontar aos meus olhos a direção, à direita.
Sei lá, não sei por onde começo; ao menos tenho chance.
Os medos penderam-se ao chão, cairam de minhas mãos,
caem assim, flertando-me como se convencessem.
Enturvavam meus mísseis num fascínio iludido.
Sérios anseios que são incapazes, sumam!,
de amedrontar novamente minha claridade direita.