1. 24 September 2009

    Desesperador

    Assim, sem mesmo saber o porque,
    cai na armadilha das horas.
    "Pouco sono." - diria a dona da razão;
    por outras até seria, não desta vez.
    Senti desespero ao ver o atraso
    e que sem seu abraço não teria manhã.
    Nascia um dia sem sol,
    um si em bemol sem som.

    Por mim, mesmo querendo você,
    não levantaria da cama agora.
    Já não tive o desespero do timbre;
    com qual motivo estaria atrasado?
    Trabalho, trabalho, trabalho.
    Num estouro, o homem que sou estava de pé,
    tão vazio, com frio e vazio... sem café.
    Amanhecia um dia com pane,
    um alguém com vexame.