É... acabaram os meus derivados dias tenebres!
Hoje não há mais conversas maliciosas entre nós,
nem encontro restos de sonhos idealizados.
Meus sentimentos mais dolosos encerraram-se também.
Acabou o tempo infame e impróprio... Acabou o tempo!
Tiveram fim as ideias mentecaptas ou milagrosas.
Acaba agora, também, mais uma vontade de escrever.
Passou como as impiedosas brisas fracas.
Estas, com delicadeza, socam meu rosto
e enche-o de hematomas e deformações.
Enfraquecido! Conformado com o fracasso...
O empecilho era eu mesmo, ou melhor;
um coração encardido, com costuras e defeituoso.
É também indiferente, porém ainda martela.
Sente-se curado da dignidade que não sinto.
Sinceramente? Está triste como amores perfeitos;
está frustrado com o que parecia possível!
Já nem quero mais querer.
Amarei-te para não te ter?
Não tenho amor para gastar...
Só mais um começo terminado,
tão desigual como esse poema...
depauperado por você!