1. 05 December 2009

    A canção das camarilians

    Em uma espera no corredor da vida,
    vejo a multidão de medos valentes.
    "Sou feio, mas vivo!" - diríamos em coro.
    Pois o pior medo é o medo de amar,
    de tossir um vazio sem suspirar no fim.

    Não há filosofia em zombar da vida,
    se rio o tempo todo é a graça da ironia.
    Nem tudo é engraçado ou divertido,
    nem nostalgia, nem colorido.
    Às vezes, estresso-me e, escrevo poesia.

    Na longa espera da curta vida,
    insisto em temer o amor em si.
    Até acho que preciso de uma canção
    que aponte uma direção a mim,
    pois tenho medo de amar demais.

    Quando o beijo dela não mais satisfaz,
    e as saudades são mensagens sem rimas,
    o que há entre nós? Explique-me, amigo,
    com as suas teorias e experiências.
    O que há de errado entre nós?

    Pois se há obstáculo maior nessa vida,
    é fazer dos erros, grandes feridas;
    e não deixar que elas se cicatrizem.
    Tristeza maior não há, amigo.
    Não há desafio maior que não saber
    o que é amar.