1. 18 June 2010

    Do esoterismo ao exoterismo

    Porca Feminina

    Faz saudades, na morte, a partida,
    deixa histórias sem personagens,
    característica viva de suas passagens,
    dos contos interrompidos pela sua vida.

    O frio é grosseiro! Os dedos de unhas roídas
    alisam a pele áspera sem pré-intenções.
    É tristeza uniforme, variada em pos-ições.
    Derradeiras são murchas pálpebras doídas.

    Cai na folia da arte embrigada,
    nojenta, tonta e tão misteriosa.
    Pudera ser pecado, mas-tigada flor cheirosa,
    gosto de seiva e água desidratada.

    Matei-me, no colo de ninguém-que-você-conheça,
    inquieto sono eterno. Acordei nas nuvens,
    se era sem pré, ficamos de vai-e-vens;
    e sem muitos detalhes, a não ser que mereça.

    Pois, quando foi?, quem o mal fizeste?,
    quantas farsas? ou qual fantasia vestirei?
    Parecia contos de fadas, a qual era rei;
    eu era mau, mas uma male-valente peste.

    Tropeço nas montanhas da minha ruína,
    faço tornar conhecido, mesmo não sendo;
    de mim a um outro, estou morto e fazendo.
    Agora é pública, gratuita e suína.