Essa é a história de alguém que não sabe o que faz.
Ele acorda sem saber onde ir, não desconfia de si;
veste sempre a mesma roupa, sempre a mesma roupa,
sempre a mesma roupa a vestir. Tão sujo e faminto!
Há tanto tempo sem ter água em seu corpo,
assiste ao tráfego e ao trágico, pobre mendigo.
Faz-se desconhecido defronte o espelho...
expira o mesmo ar de sempre, o mesmo ar de sempre,
sempre o mesmo ar a expirar. Tão cansado e sem vida!
Segue um homem acanhado, pensando em maltrato,
acende um cigarro e coleciona moedas num chapéu encardido.
Há tanto tempo sem ter vida em seu corpo,
anuncia o sufoco e acredita em sossego, pobre mendigo.