Um passo de cada vez - foi o que me disseram,
mas não, costumamente, não levei a sério.
Enquanto tento abraçar o mundo,
por detrás de tudo, o mesmo cresce.
Aí encabulo em pensamentos, travo ideias e
declaro: só preciso de dinheiro.
Sabe, os loucos discutem sobre felicidade,
sobre aquilo que preenche o coração,
mas no fundo é tudo a mesma ladainha.
Insistem em odiar aquilo que eles amam.
Ainda estou travado: só preciso de dinheiro...
e de murchar o mundo inteiro com um furo.
Aí decido fazer tudo ao mesmo tempo,
empolgo e desempolgo e empolgo
tudo numa só fração de segundos.
Acabo como?! Discutindo sobre a felicidade,
pois é, comigo e com minhas entranhas.
E tudo, tudo, tudo acaba em nada.
Um nada único!
Aí deparo com mais uma trava e digo:
só preciso de dinheiro...
enquanto ainda não preciso de remédios.
A minha feliz idade trouxe a felicidade.
Estou vivo e me sinto obrigatoriamente bem,
agradecido por tudo o que, hoje, contempla a minha vida.
Mais maduro, mais adulto, mais sensato, sou um homem.
Tenho mais dívidas, menos dúvidas, nenhuma divisão.
Nada é tudo, nem tudo é não, tudo é nada e nada é nunca.
A minha felicidade trouxe minha outra metade.
Estou sabiamente apaixonado e me sinto zen,
agradecido por você, para mim, conjugar o verbo amar.
Nunca soube o real significado, nunca soube.
Tenho mais saudade, bem menos idade, há perfeição!
Tudo é sim, assim é um descuido, sim é tudo e tudo é ti.