Como se nunca fosse voltar, partiu. Sem olhar para trás, sem medo de morrer nas esquinas. Bravo e bravejante, seus passos não sabem por onde andam, mas decoram o trajeto e marcam o asfalto. Alto, bem alto, era seu grito não entendido. Parecia grande entre as pessoas, elas abriam caminho, ele partia sozinho. Em velocidade como um texto de um só parágrafo, ainda sem olhar para trás, não tinha alvo, só queria distância. Ânsia e ansiedade, seus olhos não sabem o que veem: paisagens sem cor. Corria desesperado sabendo que logo mais voltaria. Era só questão de aproveitar enquanto a liberdade existia...