1. 29 June 2010

    Mania de frio

    Mania de frio

    Toda encolhida e resumida em fortes inspiros,
    está cega o bastante neste estado de sonho.
    É minha moça que dorme, descansa num sono de sempre;
    eu a zelar, sorrindo com o meu mundo de giros.

    A meia no pé não esconde a trapaça. É explícita!
    Tenta, e tanto, enganar o mal com seus truques.
    Certa que de todo, um pouco disso é agonia...
    e nisso, no desespero ao espanto se agita.

    Pode a Terra tremer afora ou um calor invadir o vazio,
    lá estará mergulhada em lençóis e mantos e muitos.
    Nem o peso de mil cobertas sobre minha moça,
    talvez por forçar a rima, finda a mania de frio.