Um moço dorme de olhos abertos,
não vê, nada vê, apenas sonha.
Tem uma conversa insistente,
o moço enquanto dorme.
Dialoga com seu próprio introspecto,
entre sussurros e dialetos;
não tem vez: agora você já era.
Deixa o moço dormir enquanto pode,
a fala é só a dor de quem espera.
O moço desacordado, por hora ilustre,
conversa comigo enquanto dorme.
Dialoga com um outro aspecto.