1. 13 September 2009

    Véspera

    Um moço dorme de olhos abertos,
    não vê, nada vê, apenas sonha.
    Tem uma conversa insistente,
    o moço enquanto dorme.
    Dialoga com seu próprio introspecto,
    entre sussurros e dialetos;
    não tem vez: agora você já era.
    Deixa o moço dormir enquanto pode,
    a fala é só a dor de quem espera.
    O moço desacordado, por hora ilustre,
    conversa comigo enquanto dorme.
    Dialoga com um outro aspecto.