O dedo torto, a aliança se desfaz com rapidez na boca do peixe,
São tantos contos que pouco importa o que fez nas suas tardes quentes.
Galhos secos e os sapatos no varal, aranhas que tropeçam em nossas vestes;
Gigante amedronta a cidade e eu certo de que não era a minha vez...
Com tanta fome, tanto vazio no olhar, o tempo parou quando eu te vi...
E foi tão longo quanto bonito ao ter um campo de amarelos narcisos.
Murros na face, mesmo com sangue, ainda ao cair esbanjei sorriso.
Diz então amor, que quando voltar teremos nossa casa com
Cercas brancas, telhado cor-de-brasa e um filho a brincar na varanda.
O olho de vidro me tranqüilizou em tantas aventuras das quais
Mantive o brilho, a coragem, a sutileza e muito mais...
"Acreditei nas suas histórias mais do que devia
E montei quebra-cabeça para descobrir quem realmente existia"
Ladrão de banco, enriqueci o velho poeta com dicas sem esforço,
E japonesas se desgrudaram quando na imaginação eram do mesmo corpo.
Cadeiras de rodas, a maratona contra o tempo transposto...
E são muitos, mas não se vê ninguém com a tristeza no rosto...
O rio cuidou de me levar, mas o brilho dourado ficou em mãos,
De quem não era objetivo, do que tornará-se uma paixão.
Seria mesmo esse fim que o olho me mostrou?
Será mesmo esse o fim que meu filho esperou?