Cidade cinza de nuvens carregadas,
qual cisma tens de molhar sempre esse chão?
Nunca seca, não há tempo. Dê-me razão!
Chora sempre suas águas pesadas.
Na noite íntima, coberto de lençol,
meu corpo sua. Faz calor, uns trinta graus.
Embora chova, o quente não finda, é quase caos.
Amanhece, o lamaçal lambuzado aguarda o Sol.
Infinita batalha entre Paulo e Pedro,
os sãos são sérios, não suportam derrota.
Pedro ataca por cima; Paulo, bem vestido, amarrota.
E mesmo quando há céu descolorido do preto,
desconfia o homem pondo força na cambota.
Paulo, em vão, ainda tenta, faz pirueta, dá cambalhota.






