1. 24 January 2010

    As batalhas de Paulo e Pedro

    Chovendo, chovendo, chovendo

    Cidade cinza de nuvens carregadas,
    qual cisma tens de molhar sempre esse chão?
    Nunca seca, não há tempo. Dê-me razão!
    Chora sempre suas águas pesadas.

    Na noite íntima, coberto de lençol,
    meu corpo sua. Faz calor, uns trinta graus.
    Embora chova, o quente não finda, é quase caos.
    Amanhece, o lamaçal lambuzado aguarda o Sol.

    Infinita batalha entre Paulo e Pedro,
    os sãos são sérios, não suportam derrota.
    Pedro ataca por cima; Paulo, bem vestido, amarrota.

    E mesmo quando há céu descolorido do preto,
    desconfia o homem pondo força na cambota.
    Paulo, em vão, ainda tenta, faz pirueta, dá cambalhota.