1. 13 May 2010

    Diálogo mudo

    Diálogo mudo

    Nossos vícios são tão comuns.
    Enlouquecer e não ter tempo para sorrir.
    Que mude agora, pois não aguento mais.
    Esse diálogo mudo, sem olhares, nem sinais.

    Deixa então o suor escorrer pela face,
    se nem mesmo o Sol há tanto calor,
    nem mesmo os dedos me perfuram os olhos,
    nem mesmo sua boca há mais graça.

    Não! Eu não quero mentir para juntar façanhas.
    Não! Corroer os lábios e as entranhas,
    todo o resto do rosto, todo o resto do corpo,
    tudo que ainda embriaga o que está por dentro.
    (Relevar ou revelar nosso bom senso?)

    E nos perdemos em meio de alguns
    detalhes que nos puseram como os errados.
    Que fique comigo, nada nunca é demais
    julguei-me sempre menor, sempre o incapaz.

    Vá senão te prenderei com correntes em meus braços,
    Já que nunca te alimentei com meus sorrisos forçados.
    Vá que o tempo corre em tempos que nem posso controlar.
    O dia está tão lindo e já não quero mais olhar.