Quando penso duas vezes em como agir,
preciso de uma outra chance de pensar.
A cada tentativa, acerto com os erros;
cada sinônimo é um desvio com o mesmo fim.
Há quem diga que versos brancos não rimam
e o surreal é acreditar que rimam sim;
para o leitor, o que importa é só clichê.
Talvez, às vezes, o que escrevo sobre você
não venha a ser nada de tão ruim.
São só palavras embaralhadas, sem sentido,
que se repetem, se repetem comigo.
Se quando penso como devo agir;
acabo por tropeçar em uma contradição.
A cada verso, bocejo com os olhos;
Cada antônimo é um caminho oposto do fim.
Culpa da ironia do destino,
que quando me viu menino disse:
- Serás um Zé qualquer como ninguém.
Às vezes, talvez, o que leio sobre você
venha a ser tudo tão bom.
São tantas palavras enfileiradas em ordem,
que se encaixam, se encaixam comigo.